Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009
Descobrir que o cancêr que meu Pai havia lutado e vencido a quase cinco anos, voltou. Sabe é meio complicado, nunca nos damos bem, mas... Só não quero que o pior aconteça. Ele é meu Pai... Não é porque eu não gostava dele que vou querer ele morto. Minha vida já é um colapso e eu não sei mais o que fazer. Eu sinto vontade de gritar, de desistir de tudo, de dormir e nunca mais acordar, sabe porque que fugir dos problemas é mais fácil que enfrenta-los.
Ele se recusa a cooperar, como se não houvesse mais batalhas a vencer e estivesse na hora de se entrega, mais não é assim enquanto houver vida haverá esperança, haverá um motivo para se lutar, para ser feliz.
Passamos boa parte separados, uma infância reduzida a meras visitas, que para crianças não é o suficiente. E não é porque não nos damos bem que eu vou negar o fato que de um dia amei meu Pai, ou negar o fato de que tudo poderia ter sido diferente, ou mesmo negar o fato de que sentirei falta das silenciosas noites de domingo que são preenchidas com o som de uma moto vermelha, trazendo de volta o Pai não que muitos esperam, mas que quatro pessoas esperam, muitas vezes na madrugada.
Ao Pai que nunca tive, mas que continua sendo o melhor. Eu te amo.