E eu, inocente, pensando que hoje seria diferente de ontem, quando a tristeza bateu a minha porta, como uma velha amiga, reclamando abrigo e atenção
E eu, inocente, concedi o pedido, a acolhi e a atendi, e logo ela me tomou
E eu, inocente, não choro, mantenho-me forte, mas não sei por quanto tempo conseguirei seguir em frente sem que a dor que rodeia inflija a mim o seu mal
Tem sido noites, mais que dias, difíceis, muito mais que difíceis
Para mim bastaria apenas a sua terna compreenssão, é ao longe que a sinto
E eu, inocente, garanto que não estou me sentindo assim porque queria, eu sorrio, eu converso, eu quando este momento passageiro de felicidade se esvai, é ela, minha velha amiga, a tristeza, quem me conforta
E eu, queria respirar o alivio da felicidade, de que tudo está certo e bem, e gasto este ultimo gole do meu vinho, brindando ao fato de sermos humanos e