Descobrir, que neste peito, ainda tem um coração. Um tanto que esquecido, diminuído, humilhado e cansando de sofrer. Mas ele está lá. Ele bate dia após dia, com seus pequenos milagres, que passam despercebidos pelos olhos de todos. Quando insignificantes cenas comoventes ou que traduzam de uma forma simples, pura e até mesmo tida por muitos, como algo que não acontece, o verdadeiro amor.
Já faz alguns dias, semanas eu diria que assisti ao curta “Não quero voltar sozinho”. Quando terminei, foi algo quase que automático, a mim coube apenas o trabalho de fazer a conclusão do pensamento. Depois de uma rápida e profunda reflexão de todos os meus relacionamentos, caso e acasos, e por fim pessoas as quais apenas beijei, é claro que analisando também os intervalos de tempos que fiquei solteiro. A minha conclusão que cheguei foi uma pergunta, a qual tenho me feito quase que constantemente, principalmente antes de dormir.
O que houve com você Gabriel? Não sabe mais como amar desesperadamente a pessoa que demonstra por você o mínimo de interesse?
A verdade é só uma, e ela é bem clara. Sim, acho que talvez não seja capaz, apensar de querer muito, ter alguém próximo, para dividir bons momentos. Além de dar uns amassos (afinal ninguém é de ferro).
Mas, aconteceu algo diferente, que merece ser contado. Bom de certa forma eu perdi boa parte da minha sensibilidade como pessoa, eis um dos motivos pelo que não chorei quando perdi duas pessoas próximas, e não sei se seria capaz de chorar de perder outra. Ou talvez mais uma seja a provável gota d’água que faça meu copo autocontrole e insensibilidade transbordar.
Continuando, assistindo o episódio número 09, da primeira temporada de GLEE, eu vi uma cena que nada haver que tudo o que falei no começo desse texto. Mas enfim ainda é amor, e mesmo que não o que duas pessoas que pretendem ser sexualmente ativas. O amor do qual vi foi incondicional, aquele que alguns sentem por seus irmão, pais (só para ficar bem claro isso também inclui as mamães, principalmente as mamães, elas estão psicologicamente mais preparadas para lhe dar com determinadas situações), e outros entre queridos de nossa convivência.
Bem, tem uma treinadora das animadoras de torcida, a Sue. Asquerosa, antipática, ridícula, mas possui um grande coração, cheio de amor pela irmã mais velha, a qual é especial. Nesse mesmo episódio ela decide aceitar em sua equipe de garotas magras, bonitas e de cabelos lisos, uma garotinha especial. No qual a principio se você assistir está série, o pensamento que vem a sua cabeça é que ela pretende ridicularizar e humilhar a garotinha. Mas no fundo Sue só queria que ela se sentisse “normal”, como todas as outras. E, de fato é o acaba acontecendo.
Agora me contradizendo, demonstrei um pouco de sensibilidade diante de uma ficção, pois a cena em que Sue, vai ao hospital visitar sua irmã mais velha, para mim foi algo tão forte, um amor tão genuíno, que admito, eu chorei. Minha maior indagação é: “Porque cenas desse tipo me fazer querer, e algumas até conseguem me fazer chorar, e eu não consigo chorar quando pessoas próximas têm de deixar a vida terrena? Porque não consigo mais chorar pelo fato do câncer do meu pai ter voltado e independente do que se faça, a triste realidade é a de que ele vai morrer? Mesmo ele não sendo muito próximo, isso me entristece.
É um tanto que engraçado, por que eu misturei dois assuntos que não tem nada haver. Talvez tenha sido a emoção do momento, ou o desabafo que ainda não tinha feito, por falta de sentimentos reais, dos quais pouco me lembro.
Bom o que eu estou meio que tentando dizer é ame incondicionalmente aquele que estão próximos e aqueles com quem você realmente se importa. E quando tiver alguém ao seu lado, onde há reciprocidade no amor, não cometa os mesmo erros que eu e não deixe que essa pessoa se vá por um mero capricho.
Bem é isso, digitei muito e não disse nada, rsrs. Até outro momento desses.
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