Sinto-me vivendo pelo amor e morrendo pela amizade! E fico me perguntando, como pode? Raciocinem comigo, dá para comprá-los a matemática, vejam só: são duas variáveis, que como o próprio nome diz variam de uma pessoa para outra. Como? Há pessoas que são mais pelos amigos que pelos amores, como há pessoas que são mais pelos amores que pelos amigos.
Vamos aprofundar a tese. Seguindo a matemática, vejam novamente a minha frase, analisando o amor e amizade como duas variáveis:
Sinto-me vivendo pelo amor e morrendo pela amizade!
Bom inocentemente eu criei expressões dentro de uma expressão, mas vamos ver cada uma. E caso eu esteja errado, por favor, comentem.
Vivendo pelo amor: Os relacionamentos são bons apenas nos primeiros 15 min., depois disso você descobre que algemou a criatura mais ciumenta e obsessiva do universo. Esta "variável" acaba se tronando contraditória. Uma vez que o “amor” destrói sua vida profissional, social, emocional e psicologia, como poderia o mesmo dar-lhe “vida”. Imagine-se olhando apenas para a mesma pessoa para o resto de sua vida, como no planeta inteiro só existisse ela. Imagine-se vivendo apenas em função desta mesma pessoa. Que chato! Vocês concordam (Comentem)? É claro que existem exceções, casos isolados que ocorrem uma única vez na vida de pouquíssimas pessoas, já que destas exceções surgem os “melhores relacionamentos que já vimos”, coisa de um 1 em 6 bilhões.
Agora partindo para o outro lado da moeda.
Morrer pela amizade: vamos esquecer por um segundo que seu amigo não vale o chão que pisa e vamos imaginá-lo com um amigo de verdade, cheio de defeitos relevantes e aceitáveis. Está é a segunda mais contradição que aparece. Por quê? Amigos não são aqueles sujeitos chatos que obrigam a fazer coisas que você não quer por que isso vai te fazer bem. Não são aquele que quando nos vêem chorando na chuva ao invés de ir pegar um guarda-chuva, senta ao seu lado, segura a sua mão e diz eu to aqui. E acho mais ainda que seja contraditório, por que foi por amizade que eu literalmente me fudi. A “amizade” vem de contra partido ao “amor”, para poder reparar os estrados causados por seu companheiro.
Até bem pouco tempo atrás eu ficava super deprimido, por não amar ninguém, mas super feliz por que tinha amigos. Talvez essa tenha sido minha maior ilusão. “... eu os ensinei quem sou e vocês foram me fechando os espaços entre os abraços...”, estes espaços permaneceram fechados, não faço questão de reabri-los.
Mas a maior verdade é que eu permitir isso fui amigo por amar e amei por ser amigo, e agora... ”Estou sozinho”.
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